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Mariana, Minas Gerais: conheça as principais atrações!
Descubra o que fazer em Mariana, primeira capital de Minas Gerais, com atrações, igrejas, museus e dicas de viagem.
Decidir o que fazer em Mariana é mais simples do que parece. A cidade que costuma perder a disputa de visibilidade para a vizinha mais fotografada, Ouro Preto, tem muito a oferecer.
Primeira capital mineira, fundada em 1696 sob o nome de Vila de Nossa Senhora do Ribeirão do Carmo, ela concentra um acervo de arte sacra, arquitetura colonial e história do Ciclo do Ouro que rivaliza, e até supera, o de qualquer outro destino da Estrada Real.
Quem pergunta o que fazer em Mariana geralmente já visitou Ouro Preto e quer saber se vale desviar a rota. A resposta curta é sim, principalmente porque o centro histórico é bem mais plano e caminhável do que o de sua vizinha.
A cidade fica encravada na Serra do Espinhaço, cordilheira reconhecida pela Unesco por sua relevância geológica e ambiental, e reúne obras associadas a Aleijadinho e ao Mestre Ataíde dentro de um punhado de quadras que se percorrem a pé em uma tarde.
O problema é que boa parte do que se lê por aí sobre horários, preços e o famoso passeio de trem está desatualizado, e isso muda o roteiro na prática, não só o texto.
Vamos direto ao que importa!
Principais atrações de Mariana: resumo rápido
Se a ideia é decidir rapidamente o que vale incluir no roteiro em Mariana esta tabela mostra as atrações mais importantes da cidade:
| Atração | Categoria | O que realmente chama atenção | Preço estimado (2026) |
|---|---|---|---|
| Mina da Passagem | Aventura / História | Descida em vagão até 120 m de profundidade e lago subterrâneo cristalino | R$ 280 (inteira); meia-entrada para quem se qualifica |
| Praça Minas Gerais | Arquitetura / História | As “Igrejas Gêmeas” lado a lado, com o Pelourinho no centro | Gratuito |
| Catedral Basílica da Sé | Arte Sacra / Religião | Órgão Arp Schnitger, do início do século XVIII, um dos poucos do construtor fora da Europa | Entrada livre; concertos a R$ 80 |
| Basílica de São Pedro dos Clérigos | Mirante / História | Vista panorâmica do casario a partir da colina | Gratuito |
| Cachoeira do Brumado | Natureza | Queda d’água de 14 m rodeada por artesanato em pedra-sabão | Gratuito (banho temporariamente proibido) |
| Trem entre Ouro Preto e Mariana | Passeio Ferroviário | Percurso histórico de 18 km, atualmente parado | Suspenso desde 2020 |
O que fazer em Mariana em 1 dia (roteiro rápido)
O roteiro ideal de 1 dia em Mariana combina a Praça Minas Gerais pela manhã, um almoço mineiro na região da Rua Direita e a Mina da Passagem à tarde, nessa ordem, porque a mina fecha as portas relativamente cedo e não compensa deixá-la para o fim do dia.
Fazer este bate-volta exige ritmo. Se a sua ideia é usar o transporte público de Ouro Preto, pague o ônibus intermunicipal, ele passa a cada 30 minutos na avenida principal, custa pouco e evita o transtorno de procurar vaga de estacionamento no centro velho.
Manhã
Comece cedo pela Praça Minas Gerais. Admire as fachadas da Igreja de São Francisco de Assis e da Igreja de Nossa Senhora do Carmo.
Visite o interior da Casa de Câmara e Cadeia (entrada gratuita), prestando atenção à divisão das antigas celas no piso inferior.
Almoço
Desça para a Rua Direita ou caminhe até a Praça Gomes Freire (o “Jardim”). Fuja dos restaurantes que colocam promotores na porta abordando turistas, prefira a fartura do fogão a lenha no Rancho da Praça ou o buffet por quilo do Casarão Grill.
Tarde
Pegue o ônibus de volta no sentido Ouro Preto e peça para saltar no distrito de Passagem de Cima.
A Mina da Passagem consome cerca de 1h30 entre bilheteria, descida e caminhada subterrânea.
O que fazer em Mariana em 2 dias (roteiro recomendado)
Com dois dias disponíveis, o roteiro recomendado soma ao primeiro dia uma manhã dedicada à Basílica de São Pedro dos Clérigos e ao Museu da Música, deixando a tarde livre para uma cachoeira em vez de correr atrás de um trem que hoje não sai da estação.
Dia 1: repete o essencial do roteiro de um dia
Praça Minas Gerais, almoço na região central e Mina da Passagem seguem valendo como abertura, só que sem a pressa de quem precisa voltar para Ouro Preto no mesmo dia.
Dia 2: mirante, música e uma escolha final
No segundo dia, prepare-se para conhecer o lado menos óbvio de Mariana, com direito até a cachoeira:
Manhã
Suba a ladeira até a Basílica de São Pedro dos Clérigos, cuja arquitetura de linhas curvas de influência italiana destoa do padrão barroco luso-brasileiro do resto da cidade. A vista do alto costuma ser o momento mais citado por quem já fez o passeio.
Ao lado, o Museu da Música de Mariana guarda partituras e instrumentos do período colonial, sem grande fila e sem cobrar entrada salgada.
Tarde
Em vez de contar com um trem que não circula, a alternativa que realmente compensa é seguir de carro até a Cachoeira do Brumado, a 22 km do centro, onde há estacionamento, restaurante e ateliês de artesanato em pedra-sabão no entorno.
Atenção: atualmente a cachoeira está fechada para banho, então quem for atrás de um mergulho refrescante vai encontrar só a paisagem, ainda bonita, mas sem a água como parte do programa.
O que fazer em Mariana: principais pontos turísticos
Quais são os pontos turísticos de Mariana que realmente merecem o tempo do visitante, e não apenas uma foto de passagem? A lista abaixo separa o que tem peso histórico do que é só cenário bonito.
Dica: muitas atrações cobram bilhetes pequenos apenas em dinheiro vivo (PIX nem sempre funciona devido ao sinal instável). Leve notas trocadas para não perder tempo nos acessos aos museus e igrejas.
1. Praça Minas Gerais e as Igrejas Gêmeas
É o cartão-postal mais fotografado do município. O espaço reúne a Igreja de São Francisco de Assis (onde está sepultado o pintor Mestre Ataíde sob a tumba número 94 da nave) e a Igreja de Nossa Senhora do Carmo, posicionadas lado a lado.
No centro da praça, o Pelourinho recorda a violência do poder estatal e da escravidão no Ciclo do Ouro. O local costuma ficar lotado de excursões entre 11h e 14h, então visite no início da manhã ou ao final da tarde para fotografar sem interferências.
- Horário de funcionamento: visitação interna das igrejas de terça a domingo, das 8h30 às 12h e das 13h30 às 17h.
- Preço (2026): taxa de manutenção opcional para entrada no interior dos templos (de R$ 5 a R$ 10).
2. Catedral Basílica de Nossa Senhora da Assunção (Catedral da Sé)
O exterior sóbrio não prepara o visitante para o interior ornamentado com talha dourada e lustres de cristal. O grande atrativo é o Órgão Arp Schnitger, presente da coroa portuguesa instalado em 1752 pelo pai de Aleijadinho.
É o único exemplar deste construtor mantido em pleno funcionamento fora do continente europeu. As apresentações musicais ocorrem em dias específicos da semana e exigem pontualidade rigorosa.
- Horário de funcionamento: terça a sábado, das 8h às 11h30 e das 13h30 às 17h; domingos, das 13h30 às 17h. Concertos de órgão às sextas (11h30) e domingos (12h15).
- Preço (2026): ingressos para os concertos de órgão custam em média R$ 30.
3. Mina da Passagem
A descida de mais de 300 metros pelos trilhos escuros da Mina da Passagem a bordo de um trolley histórico amarrado por cabos de aço é inesquecível.
Lá dentro, as galerias esculpidas a machado e pólvora no século XVIII revelam colunas de sustentação ricas em quartzito e um lago subterrâneo de águas cristalinas mantido a 120 metros de profundidade.
- Horário de funcionamento: segunda a sexta, das 9h às 16h; sábados, domingos e feriados, das 9h às 17h.
- Preço (2026): R$ 280 por adulto; crianças até 12 anos pagam preço especial.
Vale a pena visitar a Mina da Passagem?
Vale, mas com uma ressalva importante.
Quem espera uma atração cheia de efeitos especiais ou uma experiência semelhante a parques temáticos pode se frustrar. O encanto está justamente no caráter histórico da mina. É um passeio contemplativo, guiado e bastante informativo.
Por outro lado, quem gosta de história, geologia ou fotografia costuma considerar essa uma das melhores atrações de Minas Gerais.
4. Igreja de São Pedro dos Clérigos
Pela localização isolada no alto de uma colina, a igreja iniciada em 1752 ficou abandonada por quase dois séculos e mantém uma aura austera.
A planta arredondada remete às obras italianas. Vale a pena encarar a caminhada morro acima pelo visual desimpedido da cidade e pelas histórias locais sobre o período revolucionário mineiro.
- Horário de funcionamento: terça a sábado, das 9h às 12h e das 14h às 17h; domingos, das 9h30 às 12h.
- Preço (2026): acesso ao pátio/mirante gratuito; taxa de R$ 5 a R$ 10 para visitação interna e subida à torre panorâmica.
5. Casa de Câmara e Cadeia
Este imponente edifício de pedra funcionou como centro decisório, senzala, casa de fundição e presídio.
O piso térreo preserva as antigas grades pesadas das celas (que separavam detentos por classe e cor), enquanto o piso superior abriga o plenário da Câmara de Vereadores. A caminhada pelas salas revela móveis de época e quadros da família real.
- Horário de funcionamento: segunda a sexta, das 7h às 18h; sábados, domingos e feriados, das 8h às 18h.
- Preço (2026): entrada gratuita.
6. Rua Direita
Endereço da antiga elite mineradora, a via ostenta os sobrados coloniais mais bem preservados da cidade, adornados com varandas em pedra-sabão e ferro forjado. Ali viveram personalidades como o poeta Alphonsus de Guimaraens e o Barão de Pontal.
Trata-se de uma rua estreita e comercial, perfeita para caminhar sem pressa, mas evite comprar artesanato na primeira loja que encontrar, as vielas secundárias costumam praticar valores mais acessíveis.
- Horário de funcionamento: comércios, ateliês e museus locais operam em geral das 9h às 18h.
- Preço (2026): gratuito (passeio a pé).
7. Praça Gomes Jardim
Principal ponto de encontro dos moradores e mostra uma Mariana menos turística e mais cotidiana. Conhecida simplesmente como Jardim, ela funciona como uma extensão natural do centro histórico.
Enquanto a Praça Minas Gerais concentra monumentos imponentes, a Gomes Freire reúne cafés, sorveterias, bares e bancos sob a sombra de árvores centenárias, o lugar ideal para uma pausa estratégica entre uma atração e outra.
- Horário de funcionamento: estabelecimentos comerciais e cafés do entorno operam, em geral, das 9h às 22h.
- Preço (2026): gratuito (passeio a pé e acesso à praça).
E o passeio de Maria Fumaça entre Mariana e Ouro Preto?
O Trem Turístico que ligava Mariana a Ouro Preto está suspenso e não deve ser considerado uma opção de transporte ou passeio em 2026.
A operação foi interrompida em março de 2020 e, apesar de a estrutura ferroviária e as estações continuarem fazendo parte do patrimônio da região, o serviço turístico não está disponível para compra atualmente.
A antiga estação ferroviária de Mariana continua sendo um ponto de interesse histórico, e a locomotiva Loco 201 permanece exposta ao lado da estação. A Vale também mantém informações sobre o projeto ferroviário e sobre a infraestrutura do trecho.
Como ir de Ouro Preto a Mariana atualmente? Para fazer o percurso em 2026, as alternativas práticas são carro, táxi ou transporte rodoviário. O trajeto é curto, de aproximadamente 12 km, e pode ser feito pela BR-356.
O que fazer em Mariana à noite?
A vida noturna marianense troca a agitação das baladas universitárias da vizinha Ouro Preto por um clima intimista, focado na boa gastronomia e em conversas sem pressa ao redor do centro histórico.
Por volta das 22h, as ruas de pedra já começam a esvaziar, o que exige um planejamento estratégico para não encontrar as cozinhas fechadas. Para aproveitar o fim de dia com inteligência, as melhores experiências se dividem em eixos específicos da cidade:
- Jantar ao redor da Praça Gomes Freire (Jardim): perfeita para um jantar ao ar livre ou nas varandas dos casarões coloniais.
- Pizzarias tradicionais no centro histórico: experimente as pizzas assadas em fôrmas de pedra-sabão.
- Bares e cafés da Rua Direita: aproveite um petisco mineiro com uma cachaça artesanal ou um chope gelado nos estabelecimentos instalados nos casarões da Rua Direita.
O que fazer em Mariana com crianças
As melhores experiências para famílias incluem a aventura subterrânea na Mina da Passagem, o lazer ao ar livre na Praça Gomes Freire e o contato com a natureza nas cachoeiras dos distritos próximos.
- Mina da Passagem: a descida no trolley sobre os trilhos inclinados até as galerias subterrâneas funciona como uma expedição de exploração para os pequenos.
- Praça Gomes Freire (Jardim): a praça tem grande espaço arborizado, parquinho infantil, coreto, lago com peixes e quiosques que vendem sorvetes e doces artesanais.
- Cachoeira do Brumado: ambiente seguro para famílias, com área gramada, restaurante de apoio e um antigo moinho de água.
- Museu da Música e Oficinas de Pedra-Sabão: leve as crianças para ver artesãos trabalhando a pedra-sabão ao vivo.
Dica: o calçamento de pé-de-moleque inviabiliza o uso de carrinhos de bebê com rodas pequenas.
Onde comer em Mariana
A cena gastronômica marianense celebra a essência da culinária mineira, destacando-se pela fartura do fogão a lenha, panelas de pedra-sabão bem curadas e receitas que remontam aos tempos da mineração.
Para fugir de pega-turistas e vivenciar a autenticidade dos sabores locais, o segredo é focar nas regiões certas e nas experiências culinárias tradicionais que definem a identidade do município:
Comida mineira de fogão a lenha no Centro Histórico
Ao redor da Rua Direita e das travessas da Praça Gomes Freire, encontram-se os buffets mais tradicionais da cidade, como o Rancho da Praça e o Restaurante Lua Cheia.
A experiência clássica inclui pratos como feijão tropeiro, frango com quiabo, costelinha e o autêntico angu baiano servidos em panelas de ferro ou pedra-sabão.
A tradição do pastel de angu
Nenhuma viagem a Mariana fica completa sem provar essa iguaria do patrimônio imaterial mineiro. Feito com massa de fubá cozido e frito na hora, o pastel ganha recheios que vão desde o clássico queijo de minas e carne moída até recheios como umbigo de banana.
A Pastelaria do Seu Jadir é o ponto mais emblemático da cidade para provar essa receita.
Pizzas assadas na pedra-sabão
Uma das marcas registradas da gastronomia local à noite é a pizza assada em fôrmas cortadas em pedra-sabão. A pedra retém o calor do forno a lenha, mantendo a massa crocante e o queijo derretido por muito mais tempo à mesa.
A região da Rua Salomão Ibraim da Silva reúne boas opções para testar a modalidade.
Doces caseiros e sobremesas regionais
Nos arredores das praças e na saída dos restaurantes tradicionais, vale buscar sobremesas típicas, como o sorvete artesanal de queijo com calda quente de goiabada cascão ou os vidros de doce de leite com queijo canastra vendidos nos pequenos armazéns do centro.
Cachoeiras em Mariana
As melhores cachoeiras de Mariana ficam nos distritos rurais da Serra do Espinhaço, destacando-se a Cachoeira do Brumado, a Cachoeira da Serrinha e a Cachoeira da Fumaça:
Cachoeira do Brumado
Localizada no distrito de Brumado (a 22 km do centro histórico), é o balneário natural mais estruturado do município. Conta com três quedas d’água encadeadas de fácil acesso, poço amplo para banho e infraestrutura completa com restaurante, banheiros e estacionamento.
O complexo abriga ainda um antigo moinho de grãos de 1913 e um gerador hidráulico de 1954 em pleno funcionamento. Na saída, vale visitar os ateliês da Associação local para comprar peças em pedra-sabão diretamente dos artesãos.
- Horário de funcionamento: acesso livre diariamente; restaurante e estrutura de apoio funcionam geralmente das 8h às 18h.
- Preço (2026): acesso gratuito às quedas d’água; cobrança apenas pelo consumo no restaurante e taxa de estacionamento nos finais de semana (R$ 10 a R$ 20).
Cachoeira da Serrinha (Passagem de Cima)
Situada no distrito de Passagem de Cima, muito próxima à entrada da Mina da Passagem, é uma opção excelente para quem quer combinar história e natureza no mesmo dia.
A queda d’água forma poços rasos e calmos em meio a paredões de pedra, sendo muito frequentada por moradores locais nos dias mais quentes. Por não ter estrutura comercial na porta, preserva um aspecto mais rústico e preservado.
- Horário de funcionamento: espaço natural aberto 24 horas (recomendado visitar durante o dia, entre 8h e 17h).
- Preço (2026): gratuito.
Parque Natural Municipal das Andorinhas (Ouro Preto)
Embora esteja localizado oficialmente dentro do limite territorial de Ouro Preto (a 10 km do centro de Mariana), o Parque das Andorinhas é o complexo ecoturístico mais frequentado por quem faz o roteiro entre as duas cidades.
O parque abriga a famosa cachoeira escondida dentro de um cânion de pedra, além da nascente do Rio das Velhas, mirantes panorâmicos e trilhas sinalizadas de nível fácil.
- Horário de funcionamento: diariamente, das 8h às 17h.
- Preço (2026): entrada gratuita.
Bônus: Cachoeira da Fumaça
Um pouco mais distante, no distrito de Cláudio Manoel, a 30 km do centro, a Cachoeira da Fumaça impressiona pelo volume de água e pela imponência de sua queda, que ultrapassa os 30 metros de altura.
O spray de água formado pela força da descida cria uma névoa constante que dá nome ao local. O acesso exige uma pequena caminhada em trilha de nível fácil a moderado.
- Horário de funcionamento: acesso livre diariamente durante o período diurno.
- Preço (2026): entrada gratuita.
Como chegar a Mariana
A forma mais rápida e prática de chegar a Mariana saindo das principais capitais é voar até o Aeroporto Internacional de Confins (CNF), em Belo Horizonte, e seguir por via terrestre pela BR-356 por cerca de 120 km até o centro histórico.
- Saindo de Belo Horizonte: o trajeto leva de 2h30 a 3h via BR-356, passando por Alphaville, Itabirito e contornando a entrada de Ouro Preto. De ônibus rodoviário, a viação Pássaro Verde opera saídas diárias do Terminal Rodoviário de Belo Horizonte.
- A partir de Ouro Preto: de carro, o percurso leva menos de 20 minutos pela BR-356. De ônibus intermunicipal (linhas da Transcotta), os coletivos partem a cada 30 minutos da rodoviária ou dos pontos da rua principal de Ouro Preto.
Nota sobre o Trem Turístico: o tradicional passeio de Maria Fumaça operado pela Vale entre as estações de Ouro Preto e Mariana encontra-se temporariamente suspenso.
Quando ir a Mariana
A melhor época para visitar Mariana é entre os meses de abril e setembro, período de estiagem que garante dias ensolarados, temperaturas amenas e caminhadas seguras pelo calçamento de pedra do centro histórico.
As estações na Serra do Espinhaço são bem definidas e impactam diretamente a logística do viajante no Circuito do Ouro:
| Período | Clima e chuvas | Vantagens | Pontos de Atenção |
|---|---|---|---|
| Abril a setembro | Seco e ameno; temperaturas entre 12°C e 25°C; chuvas raras. | Calçamento de pedra seco e seguro; noites frias perfeitas para a gastronomia local; tempo firme para fotos. | Julho é mês de férias e pode apresentar preços levemente mais altos na hospedagem regional. |
| Outubro a março | Quente e chuvoso; temperaturas entre 18°C e 28°C; tempestades frequentes. | Cachoeiras nos distritos (como Brumado) com volume máximo de água; vegetação ao redor bastante verde. | Pedras do centro histórico ficam muito escorregadias; tempestades de fim de tarde podem interromper passeios. |
| Semana Santa e Julho | Variável / Frio; clima seco e noites geladas (especialmente em julho). | Procissões tradicionais com tapetes de serragem colorida (Semana Santa) e programação festiva do aniversário da cidade (16 de julho). | Cidade cheia; necessidade de reservar hospedagem com bastante antecedência. |
Dicas práticas para aproveitar melhor Mariana
Algumas decisões simples fazem bastante diferença na experiência da viagem em Mariana, veja nossas dicas:
Mobilidade inteligente (deixe o carro parado)
O centro histórico de Mariana é incomparavelmente mais plano que o de Ouro Preto, permitindo explorar quase tudo a pé com tranquilidade, e vale usar calçados aderentes para o calçamento de pedras irregulares.
Reserve o carro ou o ônibus circular de linha apenas para a descida até a Mina da Passagem e para subir o morro da Basílica de São Pedro dos Clérigos.
Carregue dinheiro em espécie
Paredes espessas de alvenaria e áreas de vale instabilizam o sinal de maquininhas de cartão e PIX. Bilheterias de igrejas, pequenos museus e barracas de artesanato frequentemente exigem pagamento em dinheiro vivo.
Os raros caixas eletrônicos ficam restritos ao centro comercial; não há opções para saque junto às atrações afastadas.
Fique atento aos dias e horários de fechamento
A grande maioria dos templos e museus fecha para manutenção às segundas-feiras e faz pausa para o almoço entre 12h e 13h30.
Por isso, o melhor é planejar todas as suas visitas internas para o meio da manhã ou meio da tarde.
Planejamento por sazonalidade
A melhor época para visitar a região vai de abril a setembro (período de estiagem), quando o clima seco garante caminhadas seguras.
Entre outubro e março, as chuvas intensas de verão deixam o calçamento de pedra-sabão extremamente escorregadio e podem comprometer o acesso às cachoeiras.
Conecte seu roteiro pelo Circuito do Ouro
Como a distância até o município vizinho é de apenas 12 km, aproveite para integrar sua viagem e confira nosso guia completo sobre o que fazer em Ouro Preto para otimizar seus dias na Estrada Real.
Perguntas frequentes sobre o que fazer em Mariana
Algumas dúvidas pipocam na etapa de planejamento de uma viagem para Mariana. São justamente essas respostas que evitam erros comuns, como reservar pouco tempo para a cidade ou confiar no funcionamento diário da Maria Fumaça:
O que fazer em Mariana em 1 dia?
Ir a Praça Minas Gerais, Catedral Basílica da Sé, almoço no centro histórico e visitar à Mina da Passagem.
Quais são os principais pontos turísticos de Mariana?
A Praça Minas Gerais, a Mina da Passagem, a Catedral Basílica da Sé, a Basílica de São Pedro dos Clérigos, a Casa de Câmara e Cadeia, a Rua Direita e o passeio de Maria Fumaça (atualmente indisponível) entre Mariana e Ouro Preto.
Vale a pena conhecer Mariana?
Sim. Mariana vai muito além de um complemento de Ouro Preto. Como primeira capital de Minas Gerais, reúne importantes construções do período colonial, obras de Aleijadinho e Mestre Ataíde, um centro histórico agradável e experiências de mineração.
Quanto tempo ficar em Mariana?
Um dia é suficiente para conhecer as principais atrações em um bate-volta. Já dois dias permitem visitar o centro histórico com calma, conhecer a Mina da Passagem sem pressa e incluir atrações naturais nos arredores, como a Cachoeira do Brumado.
Como ir de Ouro Preto para Mariana?
As duas cidades estão separadas por aproximadamente 12 quilômetros. Você pode fazer o trajeto de carro, pela BR-356 (cerca de 20 minutos); de ônibus intermunicipal, com saídas frequentes ao longo do dia; de táxi ou aplicativo.
Qual é a melhor época para visitar Mariana?
Entre abril e setembro, quando o clima costuma ser mais seco e as temperaturas mais agradáveis para caminhar pelo centro histórico. Entre outubro e março, as chuvas são mais frequentes.
Quanto custa o passeio de Maria Fumaça?
O passeio está desativado desde 2020, com previsão estimada de retorno para 2027. Não há valores atualizados.
A Mina da Passagem vale o ingresso?
Na maioria dos casos, sim. O valor do ingresso pode parecer alto quando comparado a outras atrações históricas da região, mas a experiência é bastante diferente de uma visita convencional a um museu ou igreja.
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