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O que fazer em Mendoza: vinícolas, pontos turísticos, quando ir e mais!
Descubra o que fazer em Mendoza. Saiba quando ir, quais são as melhores vinícolas da região e mais dicas para tornar a sua viagem incrível!
Planejar o que fazer em Mendoza é o primeiro passo para uma viagem inesquecível pela Argentina. Localizada aos pés da imponente Cordilheira dos Andes, a cidade vai muito além dos seus famosos Malbecs: é um destino versátil e ideal para todos os gostos.
Seja você um entusiasta do enoturismo, um apaixonado por história ou um viajante em busca de paisagens cinematográficas, Mendoza surpreende em cada esquina. Neste guia do Vai de Promo, você vai descobrir:
- Roteiro pelas bodegas: Como visitar as vinícolas mais premiadas de Luján de Cuyo e Valle de Uco.
- Aventura nos Andes: Dicas para o Tour de Alta Montanha e a vista do Monte Aconcágua.
- Experiências locais: Onde encontrar o melhor da gastronomia, olivícolas e a agitada vida noturna da Calle Arístides.
- Dicas de economia: Como aproveitar o melhor da região com o melhor custo-benefício.
Prepare as malas e venha conferir tudo o que este destino argentino reserva para a sua próxima viagem!
O que fazer em Mendoza além de vinícolas?
Há muito o que fazer em Mendoza além de conhecer as vinícolas da cidade.
O centro arborizado e seguro é perfeito para caminhar pela Peatonal Sarmiento e visitar as encantadoras praças. A lista inclui as praças da Independência, da Espanha, da Itália, do Chile e San Martín.
Você também pode ter uma visão panorâmica da cidade no Cerro da Glória, curtir as áreas verdes do Parque General San Martín e muito mais. Confira!
1. Centro de Mendoza
O centro de Mendoza é conhecido por suas ruas arborizadas, seguras e planejas, sendo o ponto de partida ideal para quem visita a capital argentina do vinho. Se você busca o que fazer em Mendoza sem precisar de carro, explorar a região central a pé é uma experiência indispensável.
Passeio pela Peatonal Sarmiento
A Peatonal Sarmiento é o coração pulsante da cidade. Este calçadão exclusivo para pedestres concentra as melhores opções de:
- Gastronomia: Cafés históricos e restaurantes com mesas ao ar livre.
- Compras: Lojas de vinhos locais e artesanato.
- Cultura: Arquitetura clássica e artistas de rua.
Praças de Mendoza
A cidade foi projetada em torno de cinco praças principais. Elas não são apenas pontos turísticos, mas sim centros de convivência onde os mendocinos se reúnem. A Plaza Independencia é a maior delas, perfeita para uma pausa estratégica entre um passeio e outro.
Pôr do sol no Cerro de la Gloria
Para encerrar o dia, o Cerro de la Gloria oferece a melhor vista panorâmica de Mendoza. Localizado dentro do Parque General San Martín, o monumento no topo é o cenário ideal para fotos durante o pôr do sol, revelando a conexão entre a cidade e a Cordilheira dos Andes.
2. Parque General San Martín
O Parque General San Martín não é apenas o parque mais antigo de Mendoza; com seus 400 hectares, ele figura entre os maiores e mais importantes parques urbanos da América Latina. Projetado pelo paisagista Carlos Thays, o local é um pulmão verde essencial para entender a dinâmica da cidade.
O que visitar no Parque San Martín em Mendoza?
Muito além de uma área verde, o parque concentra os principais centros de lazer e cultura da região:
- Cultura e eventos: Abriga o Teatro Grego Frank Romero Day, palco da famosa Fiesta Nacional de la Vendimia.
- Esportes e lazer: Nele você encontra o Estádio Malvinas Argentinas, o Clube de Regatas (no Lago do Parque) e um campo de golfe profissional.
- Educação e ciência: O complexo inclui o campus da Universidade Nacional de Cuyo (UNCuyo) e o Museu de Ciências Naturais e Antropológicas Juan Cornelio Moyano.
- Atrações icônicas: Não deixe de passar pelos Portões do Parque (trazidos da Inglaterra) e subir ao Cerro de la Gloria.
Informações práticas para o visitante
| Informação | Detalhes |
|---|---|
| Funcionamento | Aberto 24 horas (recomendado visitar durante o dia). |
| Como chegar | Ônibus panorâmico (City Tour) saindo da Plaza Independencia ou por aplicativos de transporte. |
| Como explorar | A pé, aluguel de bicicletas ou carro (as vias internas são amplas). |
| Atividades | Piqueniques, churrascos (parrilleros), trilhas e playgrounds. |
Dica de Ouro: Embora o parque funcione 24h, prefira o período entre o nascer do sol e o anoitecer para aproveitar a segurança e a visibilidade das paisagens e chafarizes.
3. Museus de Mendoza
Para compreender a alma da “Terra do Sol e do Bom Vinho”, seu roteiro deve ir além das vinícolas. A cena cultural de Mendoza preserva desde fósseis pré-históricos até a vanguarda da arte contemporânea argentina.
1. Museu de Ciências Naturais e Antropológicas Juan Cornelio Moyano
Localizado no extremo sul do Parque General San Martín, este museu é referência na América Latina. Seu acervo conta a história geológica da região e abriga peças arqueológicas fundamentais para entender os povos originários dos Andes.
- Destaque: O edifício em estilo Art Déco, que lembra um navio.
2. Museu da Área Fundacional (MAF)
Situado no centro histórico, na Plaza Pedro del Castillo, este museu é um sítio arqueológico “vivo”. Aqui você caminha sobre as ruínas da cidade original, destruída pelo terremoto de 1861, e entende o passado colonial espanhol de Mendoza.
3. Museu Municipal de Arte Moderna (MMAMM)
Recém-renovado e localizado no subsolo da Plaza Independencia, o MMAMM é o epicentro da arte visual mendocina. É a parada obrigatória para quem busca exposições itinerantes e obras de artistas locais contemporâneos em um ambiente climatizado e moderno.
4. La Enoteca: o centro temático do vinho
Diferente de uma bodega tradicional, La Enoteca é o único testemunho arquitetônico da antiga Escola Nacional de Vitivinicultura. Localizada no Centro Cívico, é um museu dedicado à história da indústria vitivinícola, ideal para entender a evolução técnica do Malbec argentino.
4. Reserva Natural Villavicencio
A Reserva Natural Villavicencio é um dos destinos mais emblemáticos da pré-cordilheira argentina, mundialmente famosa pela pureza de sua água mineral. O trajeto até lá é uma aventura à parte, percorrendo a icônica Ruta Provincial 52.
O Caminho das 365 Curvas
Antigo acesso principal entre Mendoza e Santiago do Chile, o “Camino de las 365 Curvas” oferece uma experiência cênica única. Durante a subida, prepare a câmera para paradas estratégicas:
- Mirante das 365 Curvas: Uma perspectiva impressionante da engenharia da estrada.
- Mirador del Aconcágua: Em dias claros, é possível avistar o imponente Sentinela de Pedra, o pico mais alto das Américas ($6.961$ metros).
O que visitar na Reserva:
- Sustentabilidade: Conheça os esforços de preservação da mata nativa que protege as vertentes naturais da água que abastece grande parte da região.
- Hotel Termas Villavicencio: Um ícone arquitetônico de 1940. Embora não funcione mais como hotel, seus jardins de estilo europeu e a fachada clássica estão abertos para visitação guiada.
- Biodiversidade Local: Explore o Jardim de Cactos e observe a fauna nativa, onde é comum avistar guanacos, raposas e o majestoso condor andino.
5. Olivícolas de Mendoza
Além dos vinhos de classe mundial, Mendoza consolida-se como a principal região produtora de Azeite de Oliva Extra Virgem (AOVE) da Argentina. Incluir uma visita às olivícolas locais é essencial para compreender a riqueza gastronômica do terroir mendocino.
Olivícola Laur: a melhor do mundo em Mendoza
Localizada na região de Maipú, a Olivícola Laur é uma parada obrigatória. Recentemente eleita por anos consecutivos como a número 1 no ranking das 100 melhores sociedades de olivícolas do mundo (pelo EVOO World Ranking), ela oferece uma experiência educativa e sensorial:
- O tour: Explore o processo completo de extração, desde as oliveiras centenárias até os métodos modernos de prensagem a frio.
- Degustação premium: Prove diferentes varietais de azeites premiados e o exclusivo Aceto Balsâmico Millán, produzido com métodos tradicionais de Modena.
- Experiência de compra: A loja de fábrica oferece pastas de azeitona, conservas gourmet e kits de degustação que são excelentes lembranças da viagem.
Dica Vai de Promo: Muitas vezes, o tour pela Laur pode ser combinado no mesmo dia com visitas às vinícolas vizinhas em Maipú, como a Bodega El Enemigo ou La Rural.
6. Tour de Alta Montanha
O Tour de Alta Montanha é a excursão mais icônica de Mendoza, percorrendo a Ruta Nacional 7 (RN7): a estrada transandina que liga a Argentina ao Chile. São cerca de 200 km de trajeto (somente ida) que atravessam o coração dos Andes, revelando a grandiosidade da geologia sul-americana.
Paradas obrigatórias no roteiro
Diferente de um simples passeio contemplativo, este roteiro é pontuado por marcos históricos e naturais:
- Parque Provincial Aconcágua: O ponto alto do tour. Uma caminhada leve leva até o mirante da parede sul do Monte Aconcágua, o pico mais alto do hemisfério ocidental ($6.961$ metros).
- Potrerillos e Rio Mendoza: A primeira vista impactante é a represa de Potrerillos, com suas águas azul-turquesa emolduradas pelo Cordón del Plata.
- Uspallata: Uma vila histórica situada em um vale entre montanhas, famosa pela “Montanha das Sete Cores” e por ter sido cenário de filmes como Sete Anos no Tibet.
- Puente del Inca: Uma curiosa formação geológica natural sobre o Rio Cuevas, declarada Patrimônio da Humanidade pela UNESCO, conhecida por suas águas termais sulfurosas que colorem as rochas de dourado.
7. Puente del Inca
A Puente del Inca é uma das formações geológicas mais ricas e curiosas do mundo. Localizada a 2.700 metros de altitude, essa ponte natural de rocha sedimentar atravessa o Rio Cuevas e é famosa por suas tonalidades vibrantes de amarelo, laranja e ocre.
Curiosidades e geologia
O visual “dourado” da ponte não é apenas estético; é o resultado de milhares de anos de sedimentação de minerais presentes nas águas termais da região.
- Dimensões: A estrutura possui aproximadamente 48 metros de comprimento e 28 metros de largura, formando um arco natural perfeito.
- Patrimônio mundial: A formação faz parte do Qhapaq Ñan (Caminho do Inca), sistema de estradas andino declarado Patrimônio da Humanidade pela UNESCO.
- O antigo hotel: Logo abaixo da ponte, ainda é possível ver as ruínas de um antigo hotel termal destruído por um aluvião em 1965, do qual restou apenas a capela original.
O povoado de Puente del Inca
No sopé da Cordilheira, o povoado que circunda o monumento é um ponto de parada estratégico para:
Aclimatação: Um local ideal para uma pausa rápida antes de seguir para o Parque Provincial Aconcágua, que fica a poucos minutos dali.
Artesanato Local: Peças de pedra e objetos “petrificados” pelas águas termais ricas em minerais.
8. Cerro de La Gloria
O Cerro de la Gloria é muito mais que um mirante; é o epicentro do orgulho nacional mendocino. Localizado dentro do Parque General San Martín, o topo do morro abriga o imponente monumento Ejército de los Andes, uma obra-prima em bronze que pesa 14 toneladas.
O monumento e sua história
Inaugurado em 1914 para celebrar o centenário da epopeia libertadora, o complexo escultórico homenageia o General José de San Martín e sua histórica travessia da Cordilheira dos Andes.
- Curiosidade Numismática: A imagem deste monumento é tão icônica que ilustrou por décadas a cédula de 5 pesos argentinos (hoje circulante apenas em versão de moeda e lembrança histórica).
- Detalhes da Obra: A escultura retrata San Martín observando o avanço das tropas, com a imagem da “Liberdade” rompendo as correntes no topo do conjunto.
Experiência do visitante
- Vista Panorâmica: Do alto dos seus quase 1.000 metros de altitude, o Cerro oferece a visão mais completa da cidade de Mendoza e do oásis urbano criado em meio ao deserto.
- Acesso: É possível subir de carro, bicicleta ou através de trilhas para caminhada. O trajeto é pavimentado e cercado por vegetação nativa da pré-cordilheira.
Dica de Fotografia: O melhor momento para visitação é o final da tarde. A luz do “golden hour” destaca os detalhes do bronze e ilumina a cidade ao fundo, criando o cenário perfeito para fotos.
O que fazer em Mendoza com pouco dinheiro?
Viajar para a Argentina pode ser muito estratégico para o bolso se você souber onde encontrar as experiências gratuitas ou de baixo custo. Mendoza oferece uma infraestrutura urbana que permite turistar gastando quase nada.
Atrações gratuitas e imperdíveis
- Tour a pé pelo centro: Explore a Peatonal Sarmiento e o circuito das cinco praças. A Plaza Independencia frequentemente recebe feiras de artesanato e apresentações culturais gratuitas à noite.
- Lazer no Parque General San Martín: O acesso ao parque é totalmente gratuito. É o local perfeito para um piquenique com vinhos e queijos comprados no mercado, economizando em restaurantes caros.
- Monumentos Naturais e Históricos: Visitar a Puente del Inca e os mirantes da pré-cordilheira não tem custo de entrada. É uma forma de ver paisagens de cinema apenas com o custo do transporte (carro ou ônibus).
Museus e cultura com baixo custo
A maioria dos museus municipais de Mendoza possui ingressos com valores simbólicos ou dias de entrada gratuita (geralmente às quartas-feiras ou feriados locais).
- O Museu Juan Cornelio Moyano e o Museu da Área Fundacional são as melhores opções para quem busca cultura sem estourar o orçamento.
Onde comer barato em Mendoza?
Se quiser fugir dos preços turísticos da Rua Aristides Villanueva, o Mercado Central de Mendoza é o segredo dos locais.
Dica de Economia: No mercado, você encontra as famosas empanadas mendocinas e sanduíches de lomo por uma fração do preço dos restaurantes. Além disso, é o melhor lugar para comprar temperos e alfajores para levar de presente.
O que fazer em Mendoza à noite
Mendoza se transforma após o pôr do sol. A cidade possui um ritmo vibrante que atende desde quem busca um jantar sofisticado até quem deseja dançar até o amanhecer. Um ponto importante para o viajante é o horário local: o movimento real começa mais tarde do que em outras capitais latinas.
Gastronomia no centro e Peatonal Sarmiento
Para uma experiência gastronômica de alto nível, os restaurantes do centro oferecem menus sazonais que rivalizam com as melhores vinícolas.
- Onde ir: Percorra a Peatonal Sarmiento. É o local ideal para observar o movimento e escolher entre bistrôs charmosos e parrillas tradicionais.
- Horário: O jantar costuma ser servido a partir das 20:30 ou 21:00, mas o pico de movimento ocorre às 22:00.
Arístides Villanueva: o epicentro dos bares
Se você busca uma noite descontraída, a Avenida Arístides Villanueva é o destino certo. É aqui que o público jovem e os turistas se misturam em dezenas de bares de cerveja artesanal, pubs de coquetelaria e mesas na calçada. É o “esquenta” oficial da cidade.
A experiência dos “boliches” em Chacras de Coria
Para os entusiastas da vida noturna intensa, as famosas boates, chamadas localmente de “boliches”, são a grande atração.
- Localização: Muitas das melhores casas noturnas migraram para a região de Chacras de Coria e arredores de Luján de Cuyo.
- Fique atento: A agitação começa após a 1h da manhã e as festas só terminam com o nascer do sol sobre os Andes.
Entretenimento e cassinos
Mendoza também é famosa por seus cinco cassinos de luxo, que oferecem desde máquinas caça-níqueis modernas até mesas de blackjack e roletas. Eles funcionam em horários amplos, sendo uma opção tanto para o final da tarde quanto para a madrugada.
Segurança e atmosfera
A região da Plaza Independencia mantém-se iluminada e movimentada até depois da meia-noite, sendo um local seguro para uma caminhada noturna pós-jantar, aproveitando o clima ameno da cidade.
Onde fica Mendoza e como chegar?
Antes de mergulharmos no roteiro, é fundamental localizar este destino estratégico. Mendoza está situada no centro-oeste da Argentina, sendo a capital da província homônima e a principal porta de entrada para a Cordilheira dos Andes.
Localização estratégica da cidade
- Proximidade com os Andes: A cidade repousa aos pés das montanhas, servindo como base logística para quem planeja visitar o Parque Provincial Aconcágua.
- Distância de Buenos Aires: Mendoza está a aproximadamente 1.100 km da capital argentina (cerca de 1h30 de voo ou 14h de viagem terrestre via RN7).
- Conexão com o Chile: Por sua posição geográfica, Mendoza está a apenas 360 km de Santiago, o que a torna um ponto de parada comum em roteiros transandinos.
Dica de Viagem: Se você vem do Brasil, existem voos diretos de São Paulo (GRU) e Rio de Janeiro (GIG) para o Aeroporto Internacional El Plumerillo (MDZ), facilitando o acesso à capital do vinho sem a necessidade de conexão em Buenos Aires.
Veja como chegar até lá!
A partir do Brasil
A partir do Brasil, o caminho mais rápido é voar até Buenos Aires e, depois, embarcar num voo doméstico até a cidade de Mendoza.
Visto que, o Aeroporto Internacional Governador Francisco Gabrielli, também conhecido como Aeroporto El Plumerillo, fica a apenas 7 km do centro da cidade.
Outra opção é viajar de ônibus. A viagem de Buenos Aires até Mendoza dura cerca de 14 horas, mas costuma ser mais barata que o trecho de avião.
De outras cidades da Argentina
Mendoza é um destino famoso na Argentina, que recebe voos domésticos a partir de várias cidades do país.
O destino também está na rota de várias empresas de ônibus e abriga um dos melhores terminais rodoviários da América Latina.
Você também pode visitar a cidade de carro. A cidade é conectada ao restante do país por boas rodovias, como a Ruta Nacional 7, a Ruta Nacional 40 e a Ruta Nacional 143.
Quando ir a Mendoza
Mendoza é um destino para o ano todo, mas a paisagem e as atividades mudam drasticamente com as estações. Escolher a data certa depende do que você deseja viver na capital do vinho.
Verão (dezembro a março): clima quente e época de colheita
Os verões são quentes e secos, com temperaturas que chegam facilmente aos 32°C.
- Por que ir: É a época da colheita das uvas. O ápice ocorre em março com a Fiesta Nacional de la Vendimia, um dos maiores eventos culturais da Argentina.
- Ideal para: Trilhas na Alta Montanha e aproveitar as piscinas das vinícolas.
Outono (março a junho): a estação mais fotogênica
Para muitos, o outono é a melhor época para visitar Mendoza. As folhas das videiras e das árvores da cidade ganham tons de cobre e dourado.
- Clima: Dias frescos (médias de 15°C a 20°C) e noites geladas.
- Ideal para: Amantes da fotografia e quem prefere passeios mais tranquilos e românticos.
Inverno (junho a agosto): neve e vinho tinto
As temperaturas despencam, com máximas de 18°C e mínimas que podem chegar a 0°C. É a temporada perfeita para degustar Malbecs encorpados ao lado de uma lareira.
- Neve: Embora raramente neve na cidade, as montanhas ficam branquinhas.
- Dica de Expert: Estações como Las Leñas são o destino principal para esqui. Atenção: Verifique a disponibilidade de Los Penitentes, que nos últimos anos passou por processos de reestruturação e nem sempre está operante para esqui.
Primavera (setembro a novembro): o despertar das vinhas
A cidade volta a florescer e as temperaturas ficam extremamente agradáveis. É a melhor época para quem quer evitar os extremos de calor ou frio.
Onde se hospedar em Mendoza
Escolher a localização correta é o primeiro passo para um roteiro eficiente. Mendoza oferece desde a agitação urbana do centro até o isolamento luxuoso entre os vinhedos.
1. Centro de Mendoza: praticidade e vida noturna
Ideal para quem viaja sem carro ou gosta de fazer tudo a pé.
- Destaques: Proximidade com a Plaza Independencia, o centro comercial e os bares da Calle Arístides Villanueva.
- Perfil: Viajantes que buscam conveniência, hotéis de rede e fácil acesso ao transporte público.
2. Chacras de Coria: charme e gastronomia
Localizado a 15 minutos do centro, este bairro residencial é o coração do “estilo de vida mendocino”.
- Destaques: Casas de campo, ruas arborizadas e alguns dos melhores restaurantes da província.
- Perfil: Casais e viajantes que buscam relaxar em hotéis boutique ou pousadas com jardins charmosos, sem se afastar muito da cidade.
3. Luján de Cuyo: dormindo entre os vinhedos
A cerca de 20 km do centro, é aqui que você encontrará os famosos “Wine Hotels”.
- Destaques: Vista privilegiada para o Cordón del Plata e proximidade com as bodegas mais famosas do mundo.
- Perfil: Quem busca luxo, silêncio e a experiência de acordar com vista direta para a Cordilheira dos Andes.
4. Maipú: tradição e rota olivícola
Situada a 15 minutos de Mendoza, Maipú combina história e diversidade produtiva.
Perfil: Turistas focados em experiências rurais autênticas e roteiros de bicicleta (famosos na região).
Destaques: Além das vinícolas tradicionais, abriga a famosa Rota do Azeite (olivais) e cervejarias artesanais.
O que não deixar de conhecer em Mendoza
Um roteiro com o que fazer em Mendoza estaria incompleto sem uma imersão nas vinícolas, conhecidas localmente como bodegas.
Situadas ao pé da imponente Cordilheira dos Andes, essas propriedades aproveitam um terroir único no mundo, onde a altitude e a amplitude térmica criam o cenário perfeito para a produção de rótulos premiados.
Experiências além do vinho em Mendoza
Mais do que degustar vinhos, visitar as bodegas mendocinas é uma aula de história e tecnologia:
- Visitas guiadas: Conheça desde os vinhedos orgânicos até as cavas subterrâneas de envelhecimento em barris de carvalho.
- Gastronomia de alto nível: Muitas vinícolas oferecem almoços em etapas harmonizados, onde chefs renomados utilizam ingredientes regionais.
- Varietais de destaque: Embora o Malbec seja o rei indiscutível da região, Mendoza produz exemplares excepcionais de Cabernet Sauvignon, Merlot, Bonarda e a refrescante branca Torrontés.
Principais regiões vinícolas de Mendoza
Para planejar sua visita, é importante saber que as bodegas se dividem em três grandes zonas:
- Valle de Uco: Onde ficam as bodegas mais modernas e de maior altitude.
- Maipú: A região mais tradicional e próxima ao centro.
- Luján de Cuyo: Conhecida como a “Terra do Malbec”.
Melhores vinícolas em Mendoza
Mendoza é o coração da vitivinicultura argentina, responsável por 80% da produção nacional e reconhecida como uma das Capitais Mundiais do Vinho.
Com um ecossistema de mais de 1.200 bodegas, a região oferece cerca de 130 vinícolas abertas ao enoturismo, variando de casarões históricos a verdadeiras obras de arte da arquitetura moderna.
Planejamento e reservas
Um erro comum dos viajantes é deixar para decidir o roteiro na hora.
- Regra de Ouro: Quase 100% das bodegas de Mendoza exigem reserva antecipada para tours, degustações e, principalmente, para os disputados almoços harmonizados.
- Antecedência: Para nomes icônicos, recomenda-se reservar com pelo menos 30 a 60 dias de antecedência via sites oficiais ou plataformas como a Wine-Searcher e sistemas locais.
Bodegas de prestígio internacional
Se você busca os rótulos que colocaram a Argentina no topo do ranking mundial, estas são as paradas obrigatórias:
- Catena Zapata (Luján de Cuyo): Famosa por sua arquitetura inspirada nas pirâmides maias e por ser eleita repetidamente a melhor vinícola do mundo.
- Bodega Trapiche (Maipú): Um marco histórico com arquitetura renascentista italiana e vinhos premiados.
- Bodega Luigi Bosca (Luján de Cuyo): Sinônimo de elegância e tradição da família Arizu, com foco em Malbecs de alta gama.
- Achaval-Ferrer (Luján de Cuyo): Ideal para quem busca vinhos de terroir e produções mais exclusivas e limitadas.
- Bodega Norton (Luján de Cuyo): Uma das mais antigas da região, oferecendo experiências que vão de “enólogo por um dia” a almoços com vista para os Andes.
O que esperar das visitas?
Os roteiros geralmente duram de 60 a 90 minutos e incluem:
- Degustação técnica: Prova dirigida de diferentes linhas (Entry Level, Reserva e Gran Reserva).
- Passeio pelos vinhedos: Explicação sobre o sistema de irrigação por canais (herança Huarpe) e condução das videiras.
- Processo produtivo: Visita aos tanques de aço inox e às icônicas salas de barricas de carvalho.
Onde comer em Mendoza
Na dúvida sobre o que fazer em Mendoza? Pode ser interessante explorar os bons restaurantes da cidade argentina. A cidade perpetua a tradição gastronômica do país!
Com toda a certeza, há uma grande concentração de restaurantes na Avenida Sarmiento e na região de Chacras de Coria. Nesses lugares há variedade de opções, incluindo delícias da cozinha internacional.
A Avenida Arístides Villanueva é outro endereço interessante, com muitos bares, pubs e restaurantes a cada esquina.
Algumas das vinícolas mendocinas também oferecem experiências gastronômicas incríveis. Aproveite para saborear de refeições harmonizadas com vinhos locais de alta qualidade!
O que fazer próximo a Mendoza, Argentina
Se o seu roteiro permitir, estender a viagem para os arredores de Mendoza revelará paisagens ainda mais selvagens e exclusivas. Aqui estão as três melhores opções para um “day trip”:
1. Valle de Uco: o terroir de luxo
A cerca de 1h30 (100 km) ao sul da cidade, o Valle de Uco é o destino preferido de quem busca vinícolas boutique e arquitetura de vanguarda. Situado ao pé do Cordón del Plata, a região é famosa por produzir os Malbecs de maior altitude e prestígio da Argentina.
- Destaque: Almoços harmonizados com vista direta para os picos nevados.
2. Termas de Cacheuta: relaxamento total
Localizado a apenas 40 km do centro, as Termas de Cacheuta são um oásis de águas termais que brotam entre as rochas da pré-cordilheira.
- A experiência: O parque oferece piscinas com temperaturas que variam de 28°C a 42°C, com propriedades medicinais ideais para relaxar após os dias de caminhada na cidade.
3. Parque Provincial Aconcágua: o teto das Américas
Para os amantes de natureza extrema, o Parque Provincial Aconcágua (a 185 km pela Ruta 7) é indispensável. É aqui que reside o imponente Sentinela de Pedra, o Monte Aconcágua, com seus monumentais 6.961 metros de altitude.
Dica prática: No verão, você pode fazer a trilha autoguiada até o mirante da Laguna Horcones para ver a parede sul da montanha. Essa é uma das visões mais icônicas da América do Sul.
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Perguntas frequentes sobre o que fazer em Mendoza
Qual é a melhor época para visitar Mendoza?
Para ver a colheita e as vinhas cheias, vá entre fevereiro e março (época da Vendimia). Para paisagens de outono com folhas douradas e clima ameno, escolha maio. Se o foco for neve nas montanhas e vinho tinto à lareira, os meses de junho a agosto são ideais.
É preciso reservar as vinícolas com antecedência?
Sim, absolutamente. Em Mendoza, o enoturismo é levado a sério e quase nenhuma bodega aceita visitas sem agendamento prévio. Para vinícolas famosas como a Catena Zapata ou El Enemigo, recomenda-se reservar com pelo menos 45 a 60 dias de antecedência, especialmente se desejar almoçar no local.
Quantos dias são necessários para conhecer Mendoza?
Para um roteiro básico, 4 dias são suficientes para conhecer o centro, fazer o tour de Alta Montanha e visitar duas ou três regiões vinícolas.
Como se locomover entre as vinícolas?
Existem quatro opções principais:
- Motorista particular (Remis): A opção mais segura e confortável para quem vai beber.
- Bus Vitivinícola: Um sistema hop-on hop-off que percorre diferentes rotas por dia.
- Bicicleta: Muito popular na região de Maipú (ideal para trajetos curtos).
- Carro de aluguel: Bom para o centro e Alta Montanha, mas não recomendado se houver consumo de vinhos (a tolerância de álcool na Argentina é zero).
O que fazer em Mendoza além de visitar vinícolas?
Mendoza é um polo de turismo de aventura e cultura. Você pode fazer o Tour de Alta Montanha até a base do Aconcágua, relaxar nas Termas de Cacheuta, visitar o histórico Cerro de la Gloria e aproveitar a gastronomia e vida noturna da Calle Arístides.
É seguro caminhar pelo centro de Mendoza?
Sim, o centro de Mendoza é considerado muito seguro para turistas, especialmente nas áreas da Peatonal Sarmiento e das cinco praças principais.
Qual é a moeda usada e qual a melhor forma de pagar?
A moeda oficial é o Peso Argentino ($). Em 2026, o uso de cartões internacionais (como Nomad ou Wise) é amplamente aceito e oferece uma cotação muito próxima ao “dólar MEP”, sendo a forma mais prática e segura.
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